O Macondo Coletivo e o Circuito Fora do Eixo estiveram presentes na 18ª edição da Feira do Cooperativismo e 8ª Edição do EcoSOL, Feira de Economia Solidária do Mercosul, que ocorreu nos dias 08, 09 e 10 de julho, em Santa Maria.

Durante os três dias de evento, circularam 151 mil pessoas pelo Centro de Referência em Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, nos fundos do Santuário Basílica de Nossa Senhora Medianeira. Além do interesse em produtos naturais e artesanais que são comercializados nas dezenas de estandes, o público teve a oportunidade de participar das oficinas, seminários, palestras e outras projetos culturais oferecidas pelo evento. Através da diversidade da programação, experiências foram trocadas entre redes e movimentos sociais pensando em um outro modelo de economia e sociedade.

Representando o Circuito Fora do Eixo e também o Macondo Coletivo, Atílio Alencar participou, no dia 09, da programação da  7ª Feira de Economia Solidária do Mercosul, o maior evento de EcoSol do país, no qual se reúnem agentes de todo o Brasil e América Latina. A convite do Coordenador Regional de Educação, Rogier Menezes, ele integrou a mesa denominada “Trilhas da Educação”, um painel plural composto por diversos ativistas sociais – entre eles, o MST, o coletivo de educação popular Práxis, economia solidária do Uruguai e o fórum gaúcho de ECOPOPSOL.

De acordo com Alencar, com a proposta de apresentar à rede estadual de ensino as experiências no campo da educação popular destes movimentos, foram realizados relatos que apontavam alternativas para o engessamento do sistema educacional, abrindo a seguir o debate para os participantes. Cultura independente, software livre e comunicação não-corporativista foram os temas mais recorrentes nas falas dos convidados. Em sua maioria, o quórum era composto por docentes do ensino médio local, que demonstraram interesse na transversalidade dos experimentos, bem como no potencial pedagógico de atividades comumente dissociadas da área da educação.

“Nossos relatos que remeteram à gestão da UniFdE dentro da esfera de atuação do Circuito Fora do Eixo chamaram atenção dos educadores, principalmente pela inciativa de sistematizar a troca de experiências e saberes entre os coletivos. A prática de estimular a imersão como um momento vital de formação dos agentes da rede causou as impressões mais positivas, assim como a forma aberta de fazer circular as tecnologias sociais desenvolvidas pelo FdE.  O modo de diálogo transversal entre arte, economia e educação – promovido pelas iniciativas do Banco FdE, da UniFdE e pelas tantas frentes de linguagem que compõem a rede – acenou para um conjunto de referenciais nem sempre difundido entre os muros da escola, mas encontrou uma acolhida bastante interessada por parte dos profissionais da rede pública de ensino”, relatou Alencar.

Relato: Atílio Alencar

Texto e fotos: Nathália Schneider

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Associação de Produtores Independentes Macondo Coletivo.

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