Lendo o biólogo Humberto Maturana, e escrevendo livremente sobre seu pensamento, repetindo-o e diferenciando-o:

somos igualmente capazes de tudo o que é humano…as diferenças de gênero são somente formas culturais específicas de vida…a sexualidade humana é um aspecto do viver relacional, corporal… as consequências fundamentais da sexualidade humana são laços de intimidade sensual e visionária, prazer na convivência, ternura, cuidado com o outro. O modo como vivemos as distinções sexuais é um fenômeno cultural. Num sentido estrito, não podemos falar em determinismo biológico: nós seres humanos somos entes biológicos, mas existimos num espaço biológico cultural: para que algo ocorra num ser vivo, deve haver um devir desse ser vivo num âmbito de interações, de encontros que é operacionalmente diferente dele …”
[trechos do livro “Amar e brincar: fundamentos esquecidos do humano” (Palas Athena), de Humberto Maturana e Gerda Veren-Zöller, colados aleatoriamente e com algum grau de adições, interferências…]

O sujeito é constituído por uma multiplicidade: que mil flores floresçam!

Estreia nesta terça-feira, 10 de agosto, o novo ciclo do Macondo Cineclube. Aproveitando a Semana da Diversidade Sexual, que acontece no fim de agosto em Santa Maria, o ciclo Formas de vida e de luta: o arco-íris do desejo exibe filmes com a temática da diversidade sexual.

Os filmes são apresentados nas terças-feiras, às 19h30min, no Macondo Lugar (Rua Serafim Valandro, 643). A entrada é franca, e após cada exibição haverá um debate com um comentarista. O primeiro filme do ciclo é XXY, da diretora argentina Lúcia Puenzo, e conta com comentários de Leonardo Retamoso Palma. No dia 17 de agosto, será exibido o filme Ma vie em rose (Minha vida em cor-de-rosa), de Alain Berliner, com comentários de Guilherme Corrêa. Para encerrar o ciclo, será apresentado o filme Madame Satã, de Karim Ainouz.

XXY
10 de agosto

Sinopse: Alex (Inés Efron) nasceu com as características sexuais de ambos os sexos e para fugir dos médicos que insistiam em corrigir a ambigüidade genital da garota, a família leva-a para um vilarejo no Uruguai. Convencidos de que uma cirurgia seria uma violência contra seu corpo, eles vivem retirados numa casa nas dunas. Um dia, recebem a visita de um casal de amigos, que traz com eles o filho adolescente. O pai visitante é especialista em cirurgia estética e se interessa pelo caso clínico da jovem. Enquanto isso, Alex, de 15 anos, e o rapaz, de 16, sentem-se atraídos um pelo outro.
Direção:  Lucía Puenzo

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Sobre Macondo Coletivo

Associação de Produtores Independentes Macondo Coletivo.

Uma resposta »

  1. […] This post was mentioned on Twitter by Rodrigo Ricordi, macondo coletivo. macondo coletivo said: Ciclo Formas de vida e de luta: o arco-íris do desejo: http://wp.me/pA4QJ-lG […]

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