Existem bandas que nos fazem mexer a cabeça. Outras fazem-nos bater os pés ao som da música. O power trio Rinoceronte causa o que poucas bandas conseguem: fazem seu público mexer simultaneamente cabeça e pés em meio a riffs do que há de melhor no stoner rock.

Rinoceronte faz o Show Rastro no Theatro Treze de Maio. Foto: Lucas Baisch

Nem a chuva e o frio foram capazes de afastar o público santa-mariense do verdadeiro espetáculo que iria acontecer ontem à noite no Theatro Treze de Maio em Santa Maria (RS). A Rinoceronte veio para deixar seu rastro num show de muita expectativa, tanto por parte da banda, que nunca havia tocado num teatro, quanto por parte do público, que estava ávido para assisti-los.

Antes do show, rolou um bate-papo sobre redes colaborativas e circulação de bandas, no qual participaram Paulo Noronha (vocal e guitarra da Rinoceronte), Atílio Alencar (integrante do Macondo Coletivo) e outras pessoas interessadas no assunto. O debate foi transmitido ao vivo pela internet na rádio do Portal Fora do Eixo.

O silêncio e a escuridão do teatro são contrapostos aos primeiros acordes de Anda no ar. Paulo Noronha (vocal e guitarra), Vinícius Brum (baixo) e Alemão (bateria) fazem um show memorável depois de um giro de 35 dias pelo Brasil. Durante a viagem, a banda gravou o seu CD de estréia no estúdio Rocklab em Goiânia, que deve sair no segundo semestre de 2010.

A banda dispara riffs enquanto o público filma. Foto: Lucas Baisch

Depois de passar pela Virada Cultural (SP) e por festivais como Bananada (Goiânia) e Martelada (Brasília), a Rinoceronte retorna ao lar num show para “os de casa”. Do mezanino à plateia, todos que estavam lá sentiram a força do Rinoceronte reverberar nas 12 músicas tocadas. Embora o ambiente do teatro tenha feito as pessoas permanecerem sentadas, isso não alterou a vibração trocada entre banda e público em momentos de êxtase sonoro.

Paulo Noronha fala que o show representa um apanhado do que eles vêm fazendo e que o palco do teatro era um dos objetivos. No intervalo da apresentação, é exibido o clipe lançado recentemente da música Anda no Ar. Ainda num outro momento durante o show, o público é convidado a filmar com suas câmeras/celulares a música Chaves e Segredos. A ideia da gravação colaborativa, é a de, a partir dos múltiplos pontos de vista, montar um único vídeo. Em torno de 20 pessoas participaram da ação e, em breve, o resultado estará disponível no blog do Macondo Coletivo.

Num misto de encerramento de um ciclo que vinha acontecendo e de começo de uma fase que precede o lançamento do CD, o que fica do show é a vontade de ver mais. Se, no final, o público pediu “mais um” e eles não fizeram, foi justamente para deixar todos querendo mais. Conseguiram.

Texto: Sarah Quines

Fotos: Lucas Figueiredo Baisch

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Sobre Macondo Coletivo

Associação de Produtores Independentes Macondo Coletivo.

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  1. […] This post was mentioned on Twitter by Mari B., Roberto Moura, MarceloDeFranceschi, Lucas Figueiredo, Rodrigo Ricordi and others. Rodrigo Ricordi said: RT @sarahquines: RT @macondocoletivo: RINOCERONTE: um rastro de rock visceral: http://wp.me/pA4QJ-jH […]

  2. Gisele disse:

    Fico muito feliz pelas potências se desdobrando em Rock’n Roll! Vida longa ao Trio!

  3. Paulo Noronha disse:

    Muito bacana a matéria. Um parabéns e um muito obrigado a toda a equipe pelo carinho e competência com que fazem seu trabalho.

    É nóis.

    Abraços e beijos em todos.

    Paulo Noronha
    RINOCERONTE

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