18 de maio

Encasacada e carregada de malas e EPs da Rinoceronte, banda do Macondo Coletivo que está na estrada desde o dia 03 de maio para gravar seu CD e fazer a Turnê Fora do Eixo, saí de Santa Maria/RS à 00:30h do dia 18 de maio, rumo a Goiânia. Após esperar cerca de 5 horas no aeroporto de Porto Alegre, cheguei a Brasília/DF por volta das 14h e, mais uma vez, tive de esperar 3h para finalmente chegar a Goiânia/GO às 21h.

Minha peregrinação foi finalizada com sucesso somente quando, depois de rodar com um taxista perdido, cheguei à casa de Eline e Daiane (que por ali pernoita para facilitar a vida de festival), responsáveis pela produção do Festival Bananada além de trabalharem na Monstro Discos.

Papo bom, rango na mesa, banho e saída breve para uma cerveja. Fomos ao Bar do Kuka no qual, além de cerveja gelada, há um pastel enorme. Lógico que comi e virei lenda, pois, segundo a galera, tem marmanjo que aborta a missão na metade (risos).

Pança cheia, sono bom. Na manhã seguinte encontraria os Rinocerontes que enfrentavam naquela mesma noite 12h de viajem de São Paulo até Goiânia, num ônibus de retirantes.

19 de maio

Enfim, manhã do dia 19 de maio. Silêncio na casa. Eline e Daiani já havia zarpado há horas para trampar. O silêncio na casa permanecia. E os Rinos? Resolvi abrir a porta e escuto: “É poça zoera brodinha?”. Risaiada, abraços e muito relato sobre a gravação do CD, e sobre a Virada Cultural em São Paulo. Em poucas palavras Paulo Noronha relatou que o show da Virada Cultural foi do caralho. O PA estava comprometido e o equipamento do som era péssimo, o que prejudicou muitas bandas do palco da ABRAFIN, porém, como ressalta Eline que fez a produção de palco na Virada, esse era o equipamento que havia sido fornecido pela Secretaria de Cultura de SP. Mesmo assim o público agitou e acompanhou. Mas a sorte anda acompanhando esse power-trio: conseguiram arrumar o PA antes do show da Rinoceronte e a banda, além de realizar uma ótima performance no palco, vendeu muitos EPs com direito a autógrafo (risos).

Na tarde, o receptivo do Bananada (Eline e Dainani) entrou em ação: meninos realocados no hotel, eu ainda na casa da Eline. Almoço. Com um pouco de atraso chegamos ao nosso destino: o Estúdio Rocklab. Momentos de finalização de mixagem do CD, muita audição, conversas e, claro, risadas e cervejada (exagero). Bem, melhor do que ler é ouvir esses galãs:

Gravei o vídeo e fui conhecer o escritório da Monstro Discos que fica no Shopping Mil. Entre mil caixas empilhadas, CDs para todos os lados, folders, brinquedos, cartazes e papeladas, o clima descontraído dos produtores do Bananada flui tranquilamente. Na sede de distribuição havia CDs como os de Macaco Bong, Black Drawing e Júpter Maça. Impossível não fazer compras para a Lojinha do Macondo Coletivo. Quebrem seus porquinhos pois estou levando os CDs mais pedidos: Macaco Bong, Black Drawing. Poucas unidades.

Depois dessa breve visita. Eline, Daiane e eu fomos ao Bolshoi Pub conferir a passagem de som da Brown-Há de Brasília. Rango mais uma vez. Banho e, finalmente, Bananada.

Na primeira noite do Festival Bananada, que acontece de 19 a 23 de maio e itinera entre Bolshoi Pub, Metrópolis e Martin Cererê com uma programação composta por 45 bandas, tocaram Brown-Há (DF), Mersault e a Máquina de Escrever (GO) e Rinoceronte (RS).

Brown-Há, que abriu a noite, já está há quatro anos na estrada com um EP de seis faixas circulando em cidades como São Paulo/SP, Uberaba/MG, Uberlândia/MG, Cuiabá/MT, Campo Grande/MS, Macapá/AP e Novo Hamburgo/RS. Na sequência, subiu ao palco Mersault e a Máquina de Escrever, banda local que conceitua seu som como sendo rockn’roll nacional, numa entrevista dada para a filial do SBT, por simplesmente morarem no Brasil (pobre da repórter).

E, agora sim, sobe ao palco do Bolshoi a Rinoceronte. Aglomeração do público, que anteriormente já comentava a expectativa pelo show. No público os amigos feitos em Goiânia, como Mestre, Babu, Black Drawing brindavam a banda erguendo os canecos. Novamente pude perceber que a Rinoceronte vem formando um público ativo e participativo por onde passa. Pude acompanhar a Rino em vários shows não só realizados em Santa Maria, mas também em Cuiabá no Festival Calango, por exemplo. Desde lá venho observando esse processo latente. Muito bom estar ao lado de pessoas que você realmente nunca viu, mas que durante o show cantam as músicas e pedem outras com a mesma empolgação que temos em Santa Maria quando os Rino sobem ao palco do Macondo Lugar.

Enfim, o show conseguiu movimentar o povo todos e rendeu a venda de mais alguns EPs. Para comemorar: cerveja.

20 de maio

Às 12h nos encontramos novamente na Rocklab para almoçar e na sequência intensificar o trabalho de mixagem e finalização total da gravação. O Mestre nos levou comer churrasco o que segundo ele, parece ser constrangedor, pois o churras daqui minha gente… (risos).

Agora estamos aqui, finalizando a mixagem. O power-trio juntamente com Mestre “pilotando” música por música. Perfeccionismo total. Muito café. Papo de riffs, timbres, escalas… música que toca mil vezes… vai e volta…

Saldo final: gravação, show e parcerias executadas com sucesso!

Às 21h pegaremos o coletivo para Anápolis, para o segundo show da Turnê Fora do Eixo. Lá estaremos com a galera do Coletivo Pequi.

Até mais.

Texto: Cláudia Schulz

Revisão: Desiree Tibola

Vídeos: Cláudia Schulz

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Sobre Macondo Coletivo

Associação de Produtores Independentes Macondo Coletivo.

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  1. denis disse:

    foda muleskes
    orgulho da nação santamariense.

  2. M@uricio disse:

    Muito massa brother-lees!! É Rock!

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