A formação que não está dentro de uma universidade ou de uma escola. O Seminário da Universidade da Cultura Livre, ocorrido no dia 15, reuniu pessoas e pensamentos convergentes acerca de novos processos formativos, metodologias abertas, apreensão do conhecimento e formação livres, ideias que norteiam a Unicult e a Universidade Fora do Eixo – UniFdE.
A gestora da UniFdE, Carol Tokuyo, falou das vivências nas Casas Fora do Eixo como experiências formadoras. Os conceitos e práticas referentes à Universidade da Cultura livre e à Universidade Fora do Eixo – experiências concretas de sistematização de conhecimento produzido fora das universidades formais – permearam os debates e rodas de discussão do Congresso. Em comum, está o entendimento de que o ensino formal e suas instituições – Universidade ou escola- estão em crise e precisam ser reinventadas, resgatadas pela sociedade civil.
A desescolarização e os processos educacionais que não seguem a lógica da escola nos moldes atuais foram abordados por Ana Thomaz, uma das convidadas do Seminários da Unicult. Ela compartilhou um pouco de suas ideias sobre o “fora” da escola. “Todos são criadores de sua própria experiência. Somos criadores de realidade, de mercado e liberadores de potência”.
No contexto da Universidade da Cultura Livre e da UniFdE, a produção de conhecimento segue outras lógicas, adquire outros sentidos e ocorre em múltiplos lugares. “Os próprios coletivos e os pontos de cultura podem ser espaços produtores de conceitos”, diz a professora da UFRJ, Ivana Bentes. Esta produção de conceitos pode estar dentro e fora da universidade.Um dos desafios da implementação da Unicult e UniFdE é a certificação ou o reconhecimento destes espaços formativos. Por isso, foi destacada no debate a importância de sistematizar e documentar o conhecimento e as experiências formativas vivenciadas pelo Fora do Eixo e pelas outras redes. O professor e sociólogo Marcus Franchi destaca que mais importante que a certificação é a transformação real do território, a ação e intervenção social dos processos formativos.
O Professor da Universidade Federal do Espírito Santo, Fabio Malini, acredita que a Universidade formal não deve ser excluída como produtora de conhecimento e instituição que dialoga com a comunidade. ”É preciso ir além da afirmação de que existem dois campos de conhecimento: um da universidade e um de fora”.

